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Guia Básico Passo-a-Passo para Aquários Marinhos

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Artigo Guia Básico Passo-a-Passo para Aquários Marinhos

Mensagem por AquariumBrasil em Dom Jan 27, 2013 6:43 pm

Aquário para alocar uma anêmona:


Corais e anêmonas são animais. Eles tem comportamentos diferentes de dia e de noite. Vou discutir sobre eles mais para frente quando for escolher a fauna.

O aquário:
Eu utilizei um aquário comum que estava parado aqui para esse projeto. Teoricamente qualquer aquário serve para fazer um marinho, mas aquários altos não são muito aconselhados, pois teria-se que utilizar uma iluminação muito forte.

Esse é o aquário. Deve ter uns 30l. Aquários pequenos como esse não são aconselháveis para quem está iniciando. Eles variam a temperatura e parâmetros muito rápido podendo matar os peixes e corais. O tamanho também restringi muito a variedade e a quantidade de fauna a se colocar.
Antes de usar o aquário, mesmo se acabou de comprar, lave-o com água corrente para tirar qualquer sujeira o contaminante. O ambiente marinho é muito "puro" e qualquer poluente pode matar tudo no seu aquário.

O filtro
Depois que eu lavei o aquário fui fazer o sump. Como o aquário é pequeno e eu queria gastar o mínimo possível optei por fazer o sump de sexto vidro. Primeiro cortei um pedaço de acrílico(está em média uns RS30,00 o kilo) e fiz um furo para a bomba e um recorte para a saída de água.


O furo não era realmente necessário. Eu poderia usar canos e fazer a saída de água por cima do acrílico. Eu preferi fazer por baixo por uma questão estética. Como o aquário é muito pequeno, um cano no alto daria muito na cara.

Pra esse aquário o sump também não era necessário, um filtro externo bastava. Eu só fiz porque prefiro a comodidade e praticidade do sump. Nele dá para esconder todos os equipamentos, colocar caixa de reposição, dissolver produtos...

A divisória colada e já com a bomba:

Em aquários marinhos a movimentação e circulação de água é muito importante. O recomendado como circulação de água é entre 20 e 30 vezes o volume do aquário por hora, se possível com várias bombas. No caso, como o aquário é pequeno, eu preferi utilizar uma mais forte e dividir o fluxo com uma saída em forma de flauta.

O substrato
Colocando o substrato:

O substrato é uma parte essencial do aquário marinho. Ele ajuda na filtragem biológica, pois nele se criarão populações de toda a sorte de bactérias, protozoários e animais. O substrato também ajuda um pouco na hora de manter os parâmetros do aquário, pois com o tempo ele vai lentamente liberando cálcio, um elemento primordial para a saúde dos invertebrados.
Os principais substratos usados no aquarismo marinho são: A aragonita e a halimeda, que está atualmente proibida.
Há muitos tipos de aragonita. Importadas, com coloração diferente... nesse aquário eu utilizei a comum tamanho 0 e tamanho 1.
Lembrando que essa é uma visão muito simplificada e que há inúmeras técnicas, teorias e achismos quanto ao substrato.

Na foto também dá para ver a saída em "flauta" parcialmente enterrada. Desse jeito há uma boa circulação, mas sem criar um fluxo muito direto. Como eu quero criar anêmonas, um fluxo direto seria prejudicial.
Se for fazer como eu, deixe os buraquinhos da "flauta" desenterrados, caso contrário eles irão entupir.

Aqui está o aquário já cheio e rodando:

Por enquanto ele está apenas com a bomba e uma mídia física feita com meia-calça que coloquei para tirar aquela poeira que sobe do substrato. No aquário marinho usa-se os três tipos de filtragem: a física, a química e a biológica.
Eu, pessoalmente, só utilizo a física e a química ocasionalmente. Me parece que as mídias físicas(manta acrílica ou outra rede) capturam e matam muito da micro biota(micro-vida) do aquário. Já a filtragem química acho inútil se o aquário for bem montado e tiver manutenção regular.
Agora, a filtragem biológica é muito importante. Ela que consumirá a excreta de todos os animais, peixes, corais, anêmonas, crustáceos e demais seres que existem no aquário. Eu prefiro utilizar o "método das rochas-vivas", no qual a filtragem biológica não ocorre nas cerâmicas, mas sim nas rochas e substrato que ficam no aquário. Por enquanto meu aquário está só com o substrato. Daqui uns dias vou comprar as rochas e então falo mais sobre ela e sobre a ciclagem.
Vale lembra que a filtragem biológica não é feita apenas por bactérias. Micro crustáceos, micro anelídeos. micro esponjas, vermes, algas, fungos e protozoários também fazem colaboram na filtragem e são necessários no aquário. Falo deles quando for falar da ciclagem.

E não dava para esquecer da água! A água do aquário marinho é, obviamente, salgada. Para faze-la é necessário sal marinho próprio para aquários e água pura. É muito importante que a água seja "pura", pois a água de torneira ou poço tem metais, sais e outras substâncias que mesmo em pequeníssima quantidade podem matar os animais ou desequilibrar o aquário. A água "pura" pode ser conseguida através de um filtro deionizador, de osmose reversa ou destilador. Normalmente as lojas de aquarismo a vendem.
Também é possível utilizar água coletada, mas ela tem de ser coletada em alto mar. A água de praia sofre interferência de rios, das matas e dá população humana e é muitas vezes imprópria.

Os valores dos principais parâmetros da água devem se manter:
pH entre 7,9 e 8,5
KH entre 8 e 12dKH
Cálcio entre 400 e 450mg/L
Magnésio entre 1200 e 1400mg/L
Amônia, nitritos, nitratos e fosfatos zerados
Temperatura entre 26 e 29°
Densidade/gravidade específica(salinidade) entre 1023 e 1026

A densidade é medida com um refratômetro, em média, R$100,00:

O resto é medido com testes colorimétricos próprios para aquários.
Há muitos outros parâmetros importantes, dependendo dos animais que for manter, mas esses sãos os principais.

As rochas vivas
Mas o que é a rocha viva? Basicamente a rocha viva é o resto de algas, conchas, esqueletos de corais e outros invertebrados que foram crescendo um sobre os outros ao longo dos anos. Por conta disso ela é muito porosa e esburacada, portanto, um ótimo lar para as bactérias e para os micro-animais que precisamos manter no aquário.
Atualmente a coleta de rocha viva natural está proibida, mas há muitos substitutos igualmente porosos e bons, como as rochas zanzibar e as rochas artificiais que são normalmente feitas de cimento ou resina.

Agora, há dois tipos de rochas vivas: as rochas vivas "vivas" e as rochas vivas "mortas".
As rochas vivas "vivas" são aquelas que passaram alguns meses num aquário maturado e que tem grande quantidade de animais e bactérias vivendo nelas.
As rochas vivas "mortas" são aquelas secas onde os animas e bactérias já morreram.

Aqui uma foto para ilustrar a diferença:

A da esquerda é "viva" e está cheia de esponjas(amarelas, cinzas e amarronzadas) algas rosa(as manchas rosa/roxa) e vermes poliqueta(riscos brancos), alguns que não aparecem direito(pequenas cracas, algo que parece um anfioxo e vermes sésseis), além de ovos e esporos de animais e bactérias.
A da direita é "morta" e estava numa prateleira da loja.

Aqui o que saiu de outra rocha viva "viva":

Um verme de fogo! Ele é um ótimo detritívoro e "aerador" de substrato. Mas, atenção: ele não deve ser manuseado pois solta cerdas que coçam e podem dar alergia.

Você não precisa montar o aquário só com rochas vivas "vivas". Mas é bom que coloque pelo menos uma ou duas no começo para que seja introduzida a micro-biota inicial no aquário.

Quando for comprar suas rochas vivas "mortas" escolha as mais esburacas e porosas. Chegando em casa dê uma boa enchagada nelas para tirar a poeira
Quando for comprar suas rochas vivas "vivas" escolha as que tenham maior quantidade de animais grudados, que sejam mais esburacas e porosas e que estejam num aquário com circulação de água forte.
Então, depois que o lojista as embalar(sempre em papel ou plástico para manter a umidade), vá direto para casa coloca-las no aquário!

A Ciclagem e a Maturação
Essa semana a ciclagem do meu aquário acabou, embora ele esteja longe de estar maturado. É importante ressaltar esses dois momentos distintos: a ciclagem e a maturação.

A ciclagem é o período no qual há o estabelecimento de alguns grupos de bactérias que consomem amônia, nitritos e nitratos. Todos eles derivam direta ou indiretamente do metabolismo dos peixes e invertebrados e são extremamente tóxicos, sendo a amônia a mais tóxica, nitrito moderadamente tóxico e o nitrato pouco tóxico.
Para uma explicação mais detalhada ver o artigo O ciclo do nitrogênio.

No meu caso a ciclagem demorou pouco menos de 20 dias, mas ela normalmente demora mais, em torno de 5 semanas ou mais, variando muito de aquário para aquário. Minha ciclagem demorou pouco pois, como tenho um aquário já ciclado, tive a possibilidade de fazer um rodízio de rochas e água. Além disso também utilizei um acelerador biológico.

Há muitos jeitos diferentes de realizar a ciclagem do aquário. Eu, pessoalmente, prefiro fazer assim:
Monto o aquário com substrato, rochas vivas "mortas", filtro e água salgada corretamente e deixo tudo funcionando por um ou dois dias. Esse tempo serve para que as reações químicas entre água, sal, rocha e substrato ocorram e achem um equilíbrio.
Depois coloco as rochas vivas "vivas". Como já disse, elas trarão para o aquário toda a diversidade biológica necessária.
Vale ressaltar que as rochas têm volume. Como estaríamos aumentando o volume das rochas, o nível da água vai subir. Você terá que retirar esse excesso de água de modo a manter o nível de água, caso tenha uma caixa de reposição.
Então chega a hora de adicionar uma fonte de amônia para começar o ciclo. Amoníaco pode ser usado, ainda assim é preferível utilizar ração ou um pedacinho de camarão cru que gerarão amônia com sua decomposição.
Agora sim a ciclagem está realmente começada! Chega o período de espera pela formação da colônia de bactérias. Nesse período temos que manter uma fonte de amônia - Eu adicionava um pouco mais de ração alguns dias depois que a antiga "sumia - e o pH, a salinidade e a temperatura constantes.
Sendo assim, é importante fazer testes de amônia, nitrito e pH a cada dois ou três dias para se ter certeza que tudo vai como o planejado.
Inicialmente haverá um pico na concentração de amônia. Após, haverá, ao mesmo tempo, uma diminuição na quantidade de amônia e um aumento de nitrito. Por fim haverá uma diminuição da concentração de nitrito.
Considere a ciclagem completa quando a concentração de nitrito e amônia estiverem "zeradas".

A partir dai já se pode começar a popular o aquário, devagar e com método, é claro.

O equipamentos básicos para se montar um aquário marinho com sump são:
Bomba de recalque
Bomba de circulação*,
Skimmer*
Iluminação
Caixa de Reposição*
Controladores de temperatura, tanto pra esfriar, tanto para esquentar

Com * aqueles que não são estritamente necessários.


A bomba de recalque
Ela devolve a água do sump pro aquário. Se o aquário for pequeno, ela pode fazer também o papel de bomba de circulação

A bomba de circulação
No aquário marinho recomenda-se uma circulação de água em torno de 20x o volume do aquário por hora. Quanto mais caótica e multidirecional melhor.
É claro que cada animal tem sua preferência. Alguns cnidários(corais e anêmonas) preferem águas mais rápidas, outros uma corrente mais fraca. É importante criar essas áreas de modo a se aumentar a variedade de animais possíveis de colocar. Entretanto, deve-se evitar o máximo a criação de pontos mortos na circulação, principalmente atrás de pedras, pois eles acumularão sujeira e cedo ou tarde trarão graves problemas.

(Foto da esquerda, parte superior: uma bomba própria para circulação de 3000l/h da marca sun-sun. Por ser aberta, proporciona fluxo d'água difuso em todas as direções. Parte inferior: bomba comum adaptada para circulação usando uma "flauta", um tubo furado e cortado, de PVC. Ambas as bombas cumprem bem sua função, sendo a única diferença a estética.)
(Foto do meio: as mesmas bombas no aquário. Uma em cada lado para criar uma movimentação maior e mais diversificada de água)
(Foto da direita: bomba sarlo mini 100l/h atrás das pedras para promover a movimentação de água)

O skimmer
O skimmer, também chamado escumador de proteínas, serve para retirar proteínas e outros nutrientes do aquário. Embora essencial para certos tipos de animais e para aquários médios e grandes, em aquários pequenos(até uns 50l) ele pode ser substituído por trocas parciais semanais.

Iluminação
Além das razões óbvias(como ditar o ciclo circadiano), a iluminação também é importante na alimentação de muitos animais.
Explico: muitos dos corais e anêmonas que nós mantemos no aquário fazem uma simbiose com uma espécie de alga marrom(dinoflagelado), as zooxantelas. Nessa simbiose, os corais fornecem nutrientes e abrigam as algas dentro de seu corpo e, em troca, recebem glicose proveniente da fotossíntese das algas.
Como algas precisam de iluminação para fotossintetizar, há a necessidade de iluminação.
Cada coral prefere uma intensidade específica de luz, mas, na média, usa-se cerca de 1W/L de lâmpadas fluorescente T8 para aquários pequenos, mas há pessoas que chegam a usar até 10W/L para corais mais exigentes. Essas lâmpadas são usualmente divididas em lâmpadas luz do dia comum e lâmpadas azuis actínicas.

Caixa de reposição
Conforme a água do aquário vai evaporando, vai aumentando a salinidade. A principal função da caixa de reposição é ir repondo água doce pura no aquário conforme a evaporação de modo a deixar o nível de água e a salinidade constantes.
Além disso ela também é utilizada para a liberação lenta de buffers e corretores de cálcio e outros nutrientes.

(Caixa de reposição com bóia analógica)

Controladores de temperatura
A temperatura do aquário é um fator essencial. Ela deve ser mantida constante dentro da faixa de 24°C e 28°C. Como nós vivemos num país com amplitude térmica grande temos que nos preocupar tanto em esquentar a água num dia de frio, tanto em esfriar num dia de calor.
Para esquentar é usado um termostato comum.
Para esfriar é usado ventoinhas de computador, ventiladores e chillers.

Depois de ciclado, chega a tão esperada hora de popular o aquário.

Se você fez a ciclagem corretamente, inoculando vida com uma rocha viva e adicionando um pouco de matéria orgânica, deve ter notado que já aparecerem alguns pequenos animais e seres "estranhos" no aquário. Isso é perfeitamente normal, esses seres são do bem e ótimos para o sistema.

Muitos aquaristas gostam de popular segundo a seguinte ordem:
1° Equipe de limpeza
2° Corais mais resistentes
3° Peixes mais resistentes
4° Corais e peixes mais delicados

Pessoalmente prefiro outra ordem:
1° Corais e invertebrados mais resistentes
2° Peixes mais resistentes
3° Equipe de limpeza
4° Corais, invertebrados e peixes mais delicados.

É valido ressaltar que, assim como aquário dulcícolas, os animais tem que ser colocados aos poucos para que o sistema possa se adaptar ao aumento da carga biológica.


1° Corais
Antes de tudo, um comentário que sempre é pedido: corais e anêmonas não queimam aquaristas. O máximo que alguns fazem, caso sejam predadores muito agressivos, como anêmonas actínica, passiflora ou carpet, é grudar na mão, nada mais.
Se, e somente se, você for tiver pele muito sensível ou caso sua pele esteja muito sensibilizada pode ser que surja uma vermelhidão e coceira na área tocada pelos tentáculos. Se for seu caso, é recomendado que use luvas ao manusear animais agressivos(como as anêmonas já citadas).

Já os corais do gênero do gênero Zoanthus, Protopalythoa, Palythoa, Parazoanthus, famosos zoantus e palytoas, produzem um veneno em seu muco que é muito tóxico caso engerido, inalado ou caso entre em contato com a corrente sanguínea. Nunca tive problemas manuseando esses animais com as mãos, nem soube de alguém que teve, mas evitem manuseá-los ou mexer no aquário(também por vários outros motivos e riscos) caso tenham cortes nas mãos ou braços; Sempre lave bem as mãos após manusear qualquer animais ou fazer manutenção; Evite coçar os olhos ou levar a mão à boca enquanto estiver fazendo manutenção no aquário. Todas são regrinhas válidas para qualquer tipo de aquário: doce ou marinho.


Voltando ao assunto, os corais são animais do filo Cnidaria. Os corais e anêmonas tem a capacidade de aumentar ou diminuir de tamanho controlando a quantidade de água em seus tecidos. Fazem isso para aumentar a área que recebe luz, no caso dos corais simbiontes, ou para aumentar a área de caça, no caso dos caçadores.
Quando estão grandes, inflados, fala-se que estão abertos. Analogamente, quanto estão pequenos, murchos, diz-se que estão fechados.

No aquarismo, faz-se uma classificação dos corais segundo seu esqueleto, sendo:
Mole o coral que não tem esqueleto calcário. São mais resistentes e simples de cuidar.
Duro o coral que tem esqueleto calcário sobre o qual crescem e se fixam seus tecidos.
.......... Duros de pólipo grande(large polip stony - LPS): tem um esqueleto calcário em forma de "cálice/copo/tocha", normalmente, e tem pólipos grande. Tem manutenção média.
.......... Duros de pólipo pequeno(small polip stony - SPS): tem esqueleto calcário em forma de "galhos" ou "pratos" e tem pólipos bem pequenos. Esses são mais difíceis de manter.

Como é um tópico destinado a iniciantes, vou abordar unicamente os corais e anêmonas chamados simbiontes, isto é, que fazem simbiose com uma alga chamada zooxantela e, portanto, não precisam de alimentação direta.
Posteriormente trato de alimentação e de animais não simbiontes.

Quando se vai adquirir algum coral ou anêmona há de se saber as características do animal sobre 3 coisas: iluminação, circulação e agressividade.

Iluminação: Cada coral tem uma necessidade e uma preferência sobre iluminação. É importante que essas preferências sejam seguidas para que a saúde do animal seja mantida. Portanto, quando se pretende comprar um coral ou anêmona é imperativo que se estude as necessidades de cada animal para ver se seu aquário as atende.
Corais que preferem mais a luz devem ser mantidos mais próximos à superfície, corais que não gostam tanto de luz devem ser mantidos mais próximos ao fundo, para que a luz perca intensidade até chegar a eles.

É valido ressaltar que a tonalidade de cor de alguns animais pode variar conforme a iluminação. Não raro um coral marrom em luz fraca ganha cor vistosa em iluminação mais forte. Mas tenha cuidado para não fazer mudanças de iluminação muito bruscas e "queimar" o coral.
E não compre corais ou anêmonas brancas. Na sua maioria esses animais estão fortemente estressados e com risco de morte!

Circulação: Cada coral e anêmona tem uma necessidade especifica de circulação de água. Coloca-los em zonas com circulação diferente do que estão acostumados pode trazer grandes problemas ao animal.
De um modo geral corais moles e corais duros de polipos grandes(LPS) preferem circulação fraca a moderada e corais duros de polipos pequenos(SPS) preferem circulação mais forte. Mas há várias exceções, continuando indispensável a pesquisa sobre as preferências do animal.
Perceba que circulação forte não quer dizer uma bomba com virada diretamente para o coral!!!
É importante dizer que alguns animais, principalmente os corais moles, podem mudar um pouco sua aparência conforme as condições de circulação, exibindo tentáculos mais longos ou mais curtos.

Agressividade: Como muitos animais, alguns corais também competem por espaço! Eles podem utilizar como armas o crescimento rápido e sufocante, substâncias químicas ou seus tentáculos urticantes. Nenhum coral vai sair pelo aquário procurando briga, mas podem começar uma guerra com o coral vizinho, se chegarem muito perto.
Por isso, há de se sempre pesquisar sobre a agressividade. Animais não agressivos podem ser mantidos próximos ou encostados a outros animais sem problemas. Animais agressivos tem que ser mantidos a uma certa distância de outros(a distância depende da espécie) sob o risco de matarem outro coral!

Os corais mais indicados para iniciantes são os moles. Pois são menos exigentes quanto aos parâmetros e suportam melhor variações ocasionais; O green star polips(GSP), o carpet brown, zoanthus e mushroom tem manutenção muito fácil, são muito bonitos e são recomendados para iniciantes.



Anêmonas já não são tão indicadas para iniciantes, pois são um sensíveis à temperaturas mais altas além de andarem. Sim, leu certo, anêmonas andam até achar um lugar que lhes seja apropriado. Isso pode causar grandes acidentes com anêmonas agressivas queimando corais ou caso haja bombas de circulação desprotegidas no aquário.
Caso tenha um bom sistema controlador de temperatura e caso suas bombas de circulação estejam longe da rocha(ainda há riscos! O sistema ideal para anêmonas não tem bombas de circulação no aquário principal!) a anêmona mais indicada para iniciantes é a anemona bubble tip(BBT). Elas são lindas, ocorrem em várias variedades de cores, e são relativamente resistentes.
Existem duas variedades de BBT uma anã e uma comum. Enquanto a comum pode ficar bem grande a anã chega a uns 5cm de diâmetro de disco oral.
Uma dúvida que surge bastante sobre as BBTs é sobre o aparecimento da sua "bolha" característica no tentáculo. Antes de tudo é importante frisar que essa bolha em nada indica a saúde da anêmona, anêmonas com tentáculos lisos são perfeitamente normais e saudáveis.
Ninguém sabe ao certo o que causa o aparecimento dessas dilatações. Já li algumas vezes que a iluminação azul forte ajuda, mas nunca testei ou observei pessoalmente.


Algumas dicas e observações gerais:
- Sempre que for mover um coral ou anêmona que está aberto(inflado) abane levemente água sobre seu corpo para que se feche(murche). Mover o coral inflado pode, por conta da inércia e da resistência da água, rasgar o tecido do animal.
- Alguns corais se abrem apenas de noite, principalmente LPS. Portanto, não se assuste se vir um "monstro" cheio de tentáculos quando passar perto do aquário à noite.
- Quando for comprar um coral ou anêmona, escolha sempre os com cores fortes e inflados. Evite animais murchos, com boca aberta ou brancos(bleached).
- Eu nunca vi, mas já vi relatos de venda de anêmonas tingidas. Evite compra-las!!
- Sempre que comprar um animal em uma loja faça vá direto para casa, sob risco de cozinhar o animal no saquinho!!!
- Corais e anêmonas são muito sensíveis a metais, especialmente o cobre. Evite utilizar qualquer coisa de metal no aquário!
- Alguns corais, sobretudo os com tons verde, vermelho e amarelo, tem aparência fosforescente quando expostos a luz azul. Essa é uma das razões de lâmpadas actínicas serem usadas nos aquários.

2° Os peixes
Após alguns dias, preferencialmente uma semana ou mais pode-se colocar os peixes.
Sempre que for comprar um peixe, pesquise sobre ele para ver suas necessidades quanto tamanho, alimentação e seu comportamento geral.

O tamanho do aquário é um fator limitante na escolha de peixes. Obviamente, peixes grandes precisam de aquários grandes. Não tão óbvio assim, peixes agitados precisam de aquários compridos. É o caso dos "wrasses" e dos tangs(família da Dori, Paracanthutus hepatus) que gostam muito de nadar. Para eles, aquários grandes e, principalmente, compridos são essenciais.
Por outro lado, gobys e blênios são mais pacatos e não exigem tanto espaço.
Ainda assim, pesquise sempre antes de comprar qualquer peixe.

A alimentação é muitas vezes um problema para algumas espécies de peixes. É o caso do copperband butterfly e do mandarim, peixes que só se alimentam dos pequenos seres gerados no aquário, raramente aceitando ração. Apesar de não serem muito grandes ou agitados, necessitam de aquários imensos e lotados de rochas para que possam ter sua alimentação suprida. Não é raro ver que mesmos aquários grandes não geram micro-biota no ritmo que esses animais comem, sendo necessário um refúgio anexo ao aquário.

O comportamento geral de um peixe também tem de ser estudado na hora de compor a fauna vertebrada do aquário.
Alguns peixes, como os peixes palhaços(Nemo) e as donzelinhas são agressivos em algumas situações; Outros, como as moréias, cavam buracos que podem causar desmoronamentos de rochas e inutilização de filtros, como moréias; Há ainda aqueles que gostam de comer corais, como os peixes anjo; Os que pulam, como os firefish; Os venenosos ou predadores, como peixe leão...

Por isso a regra de ouro é: pesquise sempre!!

Os peixes mais indicados para iniciantes são as donzelinhas, os gobys e blênios e os peixes palhaços. Não se esqueça que alguns deles podem se tornar bastante agressivos, então pesquise antes.
Uma pergunta bastante comum sobre o peixe palhaço é se eles precisam de anêmonas. A resposta é: não, eles não precisam. Eles ficam perfeitamente bem sem anêmona. Muitos aquaristas até tem problemas tentando fazer seus peixe palhaço entrarem em anêmonas!


Dicas e observações gerais:
- Cuidado com a superlotação! Aquários marinhos não suportam tantos peixes quanto aquários dulcícolas. Mesmo que seu aquário pareça vazio, muito provavelmente ele não está
- Muitos peixes marinhos tem uma coloração e forma quando filhotes e outra completamente diferente quando são adultos. Transformações radicais como um peixe roxo de bolinhas amarelas se tornando preto listrado de branco são muito comuns. Então, sempre procure saber como o peixe é quando adulto.
- Apesar de ser muitas vezes chamada assim, a relação que ocorre entre um peixe palhaço e uma anêmona não é simbiose, mas sim protocooperação. A simbiose é qualificada quando ambos os seres necessitam obrigatoriamente do outro para sobreviver. Protocooperação é quando os dois se ajudam, mas pode seguir caminhos separados sem problemas.
- Sempre que for comprar um peixe, evite peixes magros, com comportamento atípico, com manchas ou fungos na pele.
- Sempre peça para o vendedor alimentar os peixes para evitar comprar animais doentes.
- Sempre que comprar um animal, vá direto dá loja para casa.
- Sempre faça a aclimatação adequadamente.
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